terça-feira, 29 de julho de 2008

CUIL? Or uncool?


Mais um anúncio de motor de busca que aspira conquistar as preferências nos serviços de pesquisa, prometendo maior rapidez nas buscas e resultados mais relevantes. CUIL (pronuncia-se cool) arrancou formalmente esta semana e é um projecto liderado pelos ex-googlers Anna Patterson e pelo marido Tom Costello. O par, juntamente com alguns outros dissidentes do Google, apontam baterias directamente à empresa onde trabalhavam, mas alguns analistas adivinham que os maiores prejudicados com a entrada do novo player possam ser os concorrentes Yahoo! ou Microsoft.

Anunciado como mais veloz, com uma base indexada de mais de 120 biliões de sítios Web, diferentes algoritmos que envolvem análise e agrupamento pelo conteúdo das páginas pesquisadas tornando o serviço mais compreensivo e relevante, e com uma apresentação de resultados radicalmente diferente do standard para pesquisas, o potencial do CUIL é inegável. No entanto, o trabalho de conquista de popularidade que precisa para destronar o Google é, no mínimo, titânico.

O Google garantiu em Junho nos EUA mais de 61% das pesquisas, contra quase 21% do Yahoo ou apenas 9% do serviço de search da Microsoft.

Como fez saber o Google após o anúncio do arranque de operações do CUIL, a concorrência é sempre bem-vinda. Resta perceber se o novo serviço conseguirá conquistar mercado ou se será mais uma startup para juntar à lista de projectos que foram anunciados como concorrentes do Google, mas de quem apenas só alguns curiosos sabem agora que existem. A9?Ask? Powerset? Wikia? … CUIL !

CUIL? Or uncool? Pesquise, experimente e avalie.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Meter água

O DE dá conta das trapalhadas identificadas pelo tribunal de contas em relação à gestão da Águas de Portugal: “Lucros empolados, explorações ilegais e prémios sem critério para trabalhadores”.

O Tribunal de Contas (TC) acusa: “O grupo AdP [Águas de Portugal] foi utilizado como instrumento da política externa do Governo português, tendo sido incentivada a sua expansão pelos mercados onde o Governo desenvolvia acções de cooperação”. O organismo presidido por Guilherme d’Oliveira Martins avança que “esta decisão teve fortes impactos negativos para o grupo empresarial traduzidos num sistemático esforço de financiamento e num acumular de resultados económico-financeiros acentuadamente negativos”.

Os números assustam: só em 2005 e 2006 a unidade de negócios internacional da Águas de Portugal registou prejuízos acumulados de 61,4 milhões de euros. Em relação à política de alienação dos negócios fora de Portugal ( Brasil e Cabo Verde, p. ex.), defendida pelo responsável do grupo AdP desde 2005, Pedro Cunha Serra, o TC adverte, que “esta operação traduziu-se num prejuízo contabilístico de 72,3 milhões”.

A AdP mantém ainda uma concessão em Moçambique e contratos de prestação de serviços em Angola e na Argélia. A política de internacionalização da AdP foi iniciada no final dos anos 1990, quando foi seu presidente, entre 1996 e 2002, o actual ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

Muito relevante ainda, na auditoria conduzida pelo TC é o facto de que “nove empresas do grupo AdP procediam, em Dezembro de 2007, à captação de água em 72 locais diferentes sem estarem legalmente autorizadas para o efeito”.

Chama-se a tudo isto…meter água (suja)!!