terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Espanha: alta–velocidade em aceleração

Os utentes da linha de alta velocidade Madrid-Barcelona deverão aproximar-se dos seis milhões de passageiros transportados durante o primeiro ano de operação, valor que estava previsto alcançar apenas em 2010. Para potenciar o sucesso do AVE a RENFE está determinada em conquistar passageiros aos operadores do maior corredor aéreo do mundo – a rota Barcelona-Madrid – e, divulga o Expansion, o operador espanhol pretende duplicar a sua oferta de lugares “low-cost”.

Para já, anunciam-se mais de 770 mil viagens a preços reduzidos para determinados horários, em regime de venda antecipada. Esta quantidade representa cerca de 15% da oferta da RENFE para esta linha, num total de 5,1 milhões de lugares. Até agora, as viagens low-cost em comboios de alta velocidade representavam 7,6% do total dos lugares.

O preço actual do bilhete no AVE entre Barcelona e Madrid, em classe turística é d 105,3€ por trajecto, ou 168,48€, para viagens de ida e volta. O desconto proposto pode atingir os 60% do preço normal da viagem.

Mais dois números interessantes: actualmente Espanha tem 2200 km de linha de alta velociade em funcionamento, pretendendo chegar a 2020 com 10.000 km de ferrovia.

Em Portugal, até já perdemos o gosto em “ver passar comboios”.

Voar (mais) baixinho

Aproximamo-nos vertiginosamente da nebulosa 2009. Ou da incógnita total que vai ser o fim da primeira década do século XXI.

O director geral da IATA (International Air Transport Association) sentiu-se chocado com os números relacionados com a actividade das 230 companhias aéreas que representa. O WSJ noticia que o volume de mercadorias aerotransportadas caiu 13,5% em Novembro, sinal evidente da travagem abrupta no comércio global neste final de ano. As companhias associadas à IATA garantem 93% do tráfego aéreo internacional mundial, sendo que 35% do valor das mercadorias comercializadas globalmente são transportadas por avião.

Em relação ao tráfego internacional de passageiros, é reportada uma diminuição de 4.6% dos passageiros em Novembro (Year-to-Year), mantendo-se a tendência negativa dos meses anteriores – 2,9% em Setembro e 1,3% em Outubro.